terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Prevenção de acidentes e sinistros em eventos


Gestores e produtores de Eventos organizam desde pequenos eventos sociais até mega eventos e, sendo o principal responsável, chama para si a responsabilidade sobre perdas e danos. Qualquer evento tem suas implicações legais que inclui responsabilidades pessoais, civis e criminais para as partes envolvidas, por isso é preciso ter o conhecimento da legislação e dos princípios básicos de direito, que pode ser a grande diferença entre o sucesso e o insucesso de um evento.

O uso do direito na realização de um evento implica fundamentalmente em observar as leis concernentes ao meio ambiente, à segurança e integridade física das pessoas, do local e de materiais. Para isso existem requisitos que devem ser preenchidos como ações para preservação do espaço utilizado, conservação de parques, jardins e áreas verdes, prevenção para evitar poluição sonora, congestionamento de trânsito e principalmente avaliação dos riscos de acidentes e sinistros como incêndio, desabamento, tumultos etc.

Para realizar um evento, independente do seu tamanho, seja em local público ou privado, é necessário ter a documentação obrigatória por lei. Conseguir um licenciamento para um evento não é tão complicado, basta fazer a requisição e entregar nos órgãos municipais. Os prazos para obtenção do alvará pode variar de uma cidade para outra, já que é regulamentado por uma lei municipal que está no código de postura da Lei Orgânica de cada município. O ideal é solicitar de 2 a 4 semanas antes.

Todo local contratado para a realização de um evento deve ter também o alvará de funcionamento atualizado, isso significa que os órgãos competentes procederam a fiscalização e constataram que a atividade exercida e o local atende a todos os requisitos exigidos por lei. No entanto, cabe ao Gestor de Eventos avaliar se realmente o espaço é suficiente para o número de convidados e se as medidas preventivas de acidentes e sinistros são adequadas, pois caso venham a ocorrer o Gestor de Eventos responderá solidariamente por eles.

O local da recepção além de confortável e elegante deve oferecer boa ventilação, local apropriado para bar, copa e cozinha, além de no mínimo 1 banheiro em boas condições de uso para cada 60/100 pessoas. O espaço livre do salão de festas, boate ou casa de diversão deve ter capacidade de 1,00 metro quadrado para cada 2 convidados. Quando se tem alguma dúvida deve-se recorrer à orientação do Corpo de Bombeiros, pois o compromisso com a saúde e segurança dos convidados e empregados que participam de um evento vem antes da produção, afinal pessoas são mais importantes do que resultados e bens materiais. 

Contratar um seguro é um meio do Gestor de Eventos garantir as possíveis reparações de danos. Existem coberturas não só para danos materiais ou corporais causados a terceiros durante o evento, mas também para danos causados ao local, cancelamento, adiamento, interrupção de shows gerados pela ausência dos artistas ou palestrantes ou por condições adversas que provoquem perda forçada de público. Algumas seguradoras garantem inclusive a devolução do valor pago para ingresso em eventos cancelados, adiados ou interrompidos, que é um direito do consumidor.

O fogo é a maior ameaça identificada nos eventos e devem ser usados todos os meios técnicos e organizacionais a fim de tentar evitar, controlar ou extinguir o fogo bem como um plano de evacuação em casos de emergência. As saídas de emergência devem ser sinalizadas e a quantidade de portas será definida pelo número de pessoas presentes dividido pela capacidade de passagem, de modo que seja possível a saída de todas as pessoas em no máximo em 3 minutos.

A norma 9077 da ABNT dispõe sobre saídas de emergência e a distância máxima a ser percorrida até a área de escape, servindo de base para as instruções técnicas do Corpo de Bombeiros.
Fundada em 1940, a ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. 

A obediência a uma norma técnica, tal como norma ISO ou ABNT, quando não referendada por uma norma jurídica não é obrigatória. No entanto, minimizar os riscos aplicando procedimentos preventivos demonstra profissionalismo. Prática e teoria são elementos interdependentes e tratar riscos e segurança apenas de forma empírica demonstra amadorismo, gerando graves consequências que podem não envolver apenas perdas materiais e financeiras, mas também perdas humanas. 



domingo, 20 de janeiro de 2013

Festa Black Tie



Uma Festa Black Tie tem destaque pelo glamour, requinte e elegância. Black significa preto e Tie é gravata, ou seja, Festa da Gravata Preta. Esta expressão foi criada para designar o Smoking, um terno com algumas características especiais usado com a tradicional gravata-borboleta preta.

Quando nos convites se especifica "Traje Black Tie" indica que os anfitriões esperam que os homens usem Smoking e as mulheres usem vestidos de festa. Se especificar "Traje Black Tie opcional" pode ser usado um terno comum porém com gravata. E mesmo que não haja indicação do traje, se a festa é Black Tie já traduz o traje a ser usado.

Para esse tipo de festa esqueça os conjuntos de saia e blusa, terninhos, shortinhos, calças compridas, calças jeans, camisa polo e tênis. Vestir em desacordo com o traje solicitado mostra quebra de protocolo e pode caracterizar desconsideração com o evento e seus anfitriões. Se não for uma transgressão muito ousada, provavelmente os anfitriões não irão recusar a sua entrada no evento, mas há o risco de se sentir constrangido diante de olhares e comentários de outros convidados.




Geralmente o Smoking é um terno preto com gola e lapela em cetim que teve origem em 1860 quando o Príncipe de Gales encomendou um casaco para trajar em um jantar. Seu traje impressionou tanto, que outros copiaram o design. Smoking é um termo que deriva do Smoking Jacket, um vestuário que se usava no passado enquanto se fumava tabaco para que o cheiro não invadisse as outras roupas.

O Smoking completo tem uma tradição do casaco curto com lapelas em seda ou cetim, camisa branca com frente trabalhada, uma faixa na cintura ou colete preto, gravata borboleta de seda, meias pretas e sapato clássico preto de verniz. É usado exclusivamente à noite para festas, bailes e jantares. O traje equivalente para ser usado durante o dia é o meio-fraque.

De modo geral a maioria dos homens vestem quase iguais optando pelo tradicional paletó de 1 botão. Para os mais exigentes que preferem diferenciar-se, existem alguns modelos opcionais que demonstram gosto refinado e a elegancia no vestir pela qualidade do tecido, com corte e caimento feito em alfaiataria. Por serem raros os convites para festas Black Tie, poucos são os homens que mantém um Smoking no guarda- roupas e a maioria prefere alugar um traje semi-novo.




Para as mulheres há uma gama maior de escolhas, podendo ser vestido curto ou longo desde que sejam confeccionados em tecidos nobres como seda, tafetá, shantung, rendas finas, musselines, metalizados em cores vibrantes ou o preto básico. Bordados e brilhos são bem apropriados à ocasião. O importante é a elegância e sofisticação.

O vestido longo naturalmente proporciona elegância permitindo realçar os decotes mais ousados, fendas, drapeados etc. Nesse caso exige-se que o vestido cubra o salto alto. Nos acessórios, pode-se abusar das joias de pedras preciosas ou brilhantes, semi-joias ou maxi-colares com pedras falsas. Um complemento indispensável é uma carteira flat ou tipo box que é mais atual e moderno, não sendo necessário ter a mesma cor do sapato. No inverno é mais apropriado echarpes, peles e estolas, desde que tenham boa qualidade.

Vestir-se bem significa vestir-se com conforto, com uma roupa que seja ligada à própria personalidade. De nada adianta um lindo vestido no qual se sinta desconfortável. Muitas vezes o traje ideal já existe no guarda-roupa bastando variar a produção com alguns detalhes e acessórios. É fundamental saber andar de salto para demonstrar elegância e quem não estiver acostumada precisa treinar o andar em casa. Outro detalhe é evitar o sapato apertando os pés, o que poderia arruinar todo o seu divertimento. 




Atualmente são servidas mini-porções com serviço volante, ou seja, os garçons servem transitando entre os convidados. Se a festa incluir uma refeição completa, com certeza será um jantar refinado servido à Sur Assiette ou empratado que é precedido por um cocktail com aperitivos. Nessa modalidade os pratos já vem elaborados da cozinha e em algumas ocasiões os garçons consultam a preferência dos convidados diante de duas opções.

O menu geralmente é composto de um prato de entrada com uma salada, um prato de massas e um prato de carne acompanhado de uma guarnição. Serão usados primeiro os talheres mais distantes do prato que estarão na ordem dos pratos a serem servidos. Os talheres de sobremesa estarão acima do prato ou podem vir quando for servida a sobremesa. O guardanapo deve ser desdobrado e colocado no colo. Ao final da refeição basta colocá-lo ao lado do prato sem dobrá-lo novamente.

A cada iguaria servida, os pratos individuais vão sendo substituidos. As mulheres são servidas primeiro e depois os homens. É educado e elegante aguardar até que todos da mesa sejam servidos para começarem a refeição juntos, exceto se houver excessiva lentidão que possa deixar a comida perder seu calor e igualmente seu sabor. Tratando-se de longas mesas com dezenas de convidados, basta aguardar que pelo menos os comensais à frente e ao lado já tenham sido servidos.

É preciso estar atento aos lugares marcados para não cometer a deselegância de ocupar o lugar destinado a outras pessoas. Ao se acomodar para o jantar é preciso evitar uma postura muito reta e tensa. O ideal é ser natural, sem colocar os cotovelos na mesa ou curvar-se sobre o prato. É permitido descansar os punhos na mesa, desde que não tenha os talheres apontados para cima como se fosse estivesse numa guerra.

É educado evitar gestos com talheres em mãos. Ao usar a colher para tomar sopa ou um caldo movimenta-se a colher no sentido de dentro para a borda do prato. Toca-se os lábios com a lateral da colher sem colocá-la inteiramente na boca. Nem é preciso dizer que não se aspira o caldo para não provocar ruídos e nem precisa tomar até a última gotinha de sopa. 

Não se inclina sobre o prato e também não se tenta ajeitá-lo para ter uma posição melhor. O prato deve ser mantido na posição em que foi servido. Não se mistura a comida no prato; apenas recolhe-se com o garfo porções de vários ingredientes. O garfo só se distancia do prato quando for levado à boca e a faca permanece sempre junto ao prato, sendo usada somente para cortar e nunca para empurrar a comida. 




Corta-se a comida com o garfo na mão esquerda e a faca na direita. Em seguida, a faca é disposta no canto superior direito do prato com a lâmina voltada para dentro. Leva-se a comida à boca com o garfo na mão direita. Essa disposição é usada no Brasil e na grande maioria dos países, exceto na França e nos países de cultura francesa onde se come com o garfo na mão esquerda e se usa a faca sempre com a mão direita.

O pão sempre é colocado no pratinho de pão que estará acima do prato à esquerda. Não se corta o pão com a faca, o pão deve ser partido e levado à boca com as mãos. Também não se cortam legumes, croquetes ou tortas que devem ser partidos com o garfo. Um cuidado especial é não forçar o corte evitando assim que a faca possa colidir com o fundo prato ou que sua carne vá parar sobre a cabeça de seu vizinho.

Jamais os talheres poderão ser apoiados na mesa quando não estiverem sendo usados ou quando terminar a refeição. Enquanto se está comendo, os talheres devem ser mantidos sobre o prato e ao terminar, devem ser dispostos lado a lado sobre o meio do prato, com os cabos voltados para o lado direito. A próxima iguaria a ser servida já tem o talher apropriado disposto na mesa. 

Somente se repete uma iguaria caso seja oferecido pelo garçom uma segunda vez. Numa refeição em que serão servidos vários pratos a fome nunca será aplacada apenas por um deles. Sempre um prato será precedido por outro que o complementa incluindo a sobremesa que será servida ao final. É deselegante solicitar sal, pimenta, azeite ou qualquer outro tempero. No entanto, se a galheta estiver sobre a mesa pode ser usada desde que antes se prove a comida. Não se deve comentar e nem fazer comparações sobre a comida ou bebida e mesmo que alguém inicie algum comentário, é educado direcionar a conversa para outro assunto.

O peixe é um alimento macio e a faca sem corte serve para ajudar a separar os pedaços e as espinhas juntamente com a reentrância do talher de peixe na forma de espátula. Comer peixe num jantar exige cuidado para não engasgar com uma espinha que podem causar lesões. É preciso assegurar-se de que a porção a ser levada à boca esteja livre de espinhas, mas caso ocorra um acidente deve-se pedir licença e sair. O guardanapo deve ser deixado à direita do prato e somente deve-se levar o guardanapo protegendo os lábios se isto se fizer irremediavelmente necessário. 





Durante a refeição é elegante conversar com os vizinhos mais próximos, mas nunca com a boca cheia de alimento. Deve-se mastigar com calma mantendo os lábios unidos, sem mostrar ansiedade para participar da conversa. É essencial manter o bom humor, porém sem excessivo entusiasmo. O interesse na conversação pode ser demonstrado só pelo olhar. E, quando há artistas, políticos e outros celebridades, eles podem ser cumprimentados desde que se evite momentos inoportunos e não se alongue demais a conversa. 

Uma norma ajuda aos inexperientes: seja brando ao falar, vigie seu semblante e não abuse das bebidas alcóolicas. Sempre é preciso estar atento para não cometer imprudências à mesa, não se mostrar alheio ao que ocorre na mesa e evitar tossir, espirrar ou retocar a maquiagem mesmo que já tenha terminado o jantar.

Partes não comestíveis como caroços e ossos devem ser devolvidos ao prato aproximando o garfo até os lábios. Exceção são as espinhas de peixe que podem ser retiradas entre os lábios com a mão. Em qualquer caso deve-se proteger o gesto ocultando com a outra mão. No caso das frutas comidas com as mãos, as sementes podem ser apanhadas na boca com os dedos. Todos os resíduos devem ser colocados no canto do prato que está usando e nunca no pratinho de pão ou sobre o forro da mesa. 




Os copos usados durante o cocktail não devem ser levados para a mesa de refeição. Cada prato será acompanhado da bebida escolhida pelo anfitrião, por isso é desegante pedir ao garçom bebidas destiladas ou alcoólicas doces. Também não se pode solicitar açucar, adoçante ou gelo para colocar no vinho.

Quando no início do jantar é servido champagne ou espumante, geralmente essa será a bebida durante todo o jantar, podendo ser servido o vinho para acompanhar alguns tipos de carne. Além da taça flute para o champagne, haverá outras 3 taças dispostas da esquerda para a direita: a maior é para água, a média para vinho tinto e a menor para vinho branco.

Durante o jantar serve-se primeiro a água depois os vinhos de acordo com os pratos. Embora não haja regras muito fixas, em geral o vinho branco, espumante ou champagne acompanha  os pratos à base de peixe, mariscos, etc. Os vinhos tintos acompanham os pratos de carne, legumes ou aves. Não é obrigatório beber todos os vinhos podendo preferir somente a água.

Na hora do brinde basta erguer a taça um pouco acima, depois que a pessoa que comanda o brinde terminar de falar algumas palavras sobre o momento. Em reuniões íntimas, vale encostar levemente as taças das pessoas que estiverem mais perto, não sendo necessário debruçar sobre a mesa para brindar com os convidados distantes.

Dizer "tintim" faz parte do brinde e só se começa a beber depois de feito o brinde. Uma vez feito o brinde é obrigatório que a pessoa prove um pouco da bebida, não sendo elegante colocar o copo sobre a mesa sem beber. Geralmente são servidas duas sobremesas e em seguida é servido o café em outro ambiente acompanhado de bombons e licores, porém deve-se aguardar que o anfitrião se levante da mesa primeiro.

Quando há intenção de prolongar a festa por mais tempo, às vezes no final da refeição principal é colocado à disposição dos convidados um buffet de doces, queijos e bar aberto. Saber frequentar ambientes requintados está muito além do saber utilizar os talheres de forma impecável. A simplicidade nos gestos, discrição nas conversas e boa educação valem muito mais. Extravasar é mais apropriado para o carnaval...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Vinho, é preciso saber escolher


Com uma história que remota a 6000 a.C., o vinho possui uma longa história. Surgido na Grécia, era uma bebida muito consumida na época dos romanos antigos e tem desempenhado um papel importante em várias religiões desde os tempos antigos. Dentre todas as bebidas, o vinho desperta paixões em viticultores, enólogos, enófilos e sommeliers. 

Uma das fases mais cultuadas é o processo de envelhecimento que ocorre na grande maioria dos vinhos tintos. Esta fase realizada em barris de carvalho ou na garrafa, permite que o oxigênio passe pelos poros da madeira ou da rolha da garrafa fazendo com que o vinho adquira seus aromas, cor e sabores. E para que ocorra de forma correta, é imprescindível o uso de barris de boa qualidade ou o armazenamento da garrafa em locais adequados, com pouca luz e ambiente climatizado.

A enologia é uma ciência moderna que reúne o conhecimento científico sobre o vinho, principalmente sua elaboração, controle de qualidade e análise sensorial que usa três dos cinco sentidos, visão, olfato, paladar, para avaliar as características ou atributos do vinho. Um desses atributos são seus efeitos sobre a saúde. Acredita-se que consumido moderamente, o Resveratrol presente no vinho tenha efeitos benéficos à saúde, juntamente com outros compostos, como polifenóis, antioxidantes e flavonóides.

O Resveratrol é produzido naturalmente pela pele das uvas em resposta à infecção por fungos, incluindo a exposição às leveduras durante a fermentação. Como o vinho branco tem contato limitado com as peles das uvas durante o processo, contém quantidades menores de Resveratrol. Recentes estudos reveleram que tanto o vinho tinto quanto o vinho branco contém efeito antibacteriano sendo eficazes contra Streptococcus, porém é preciso cuidado com alguns efeitos nocivos.
 
Dionísio utilizava o vinho para induzir alterações na mente das pessoas
Quando consumido em grande quantidade, um dos seus possíveis efeitos é a retenção de água no organismo devido ao percentual de álcool presentes no vinho. O alcool pode ainda ter uma ação diurética e causar desidratação, mas além dos efeitos do álcool há de se considerar os efeitos dos aditivos empregados na fabricação do vinho.

É uma prática universal a adição de sulfito ao vinho para ajudar sua conservação e somente quando consta no rótulo "Sem sulfito", é que se pode saber que o vinho não teve adição desse produto químico. A adição do sulfito é importante para a indústria do vinho devido ao seu poder de matar bactérias e seu efeito anti-oxidante. No entanto, mesmo sem adição de sulfito, ele faz parte em pequena quantidade do processo de fermentação. Por isso, praticamente não há vinho inteiramente livre de sulfitos.

Muitos fabricantes dizem que o sulfito, além de comprometer a saúde do consumidor, sua ação esterilizadora destrói a vitalidade do vinho tirando o seu aroma. Algumas pessoas são mais sensíveis ao sulfito que outras e as que não toleram essa substância química tem dor de cabeça, enjôos e até reações alérgicas ou crises de asma. O sulfito é considerado o principal responsável pela "ressaca". Vinhos mais doces ou suaves necessitam de doses ligeiramente maiores de sulfitos. Isso explica porque algumas pessoas toleram melhor o vinho seco ou demisec do que os vinhos brancos ou vinhos doces em geral.

Um substituto para o sulfito como estabilizador do vinho é o sorbato de potássio que também tem a propriedade de deter a fermentação, mas na opinião de muitos ele agrega cheiros desagradáveis e gosto ruim ao vinho. A dor de cabeça também pode ser provocada por outras substâncias além dos sulfitos e que também são produtos da fermentação. O acetaldeído, formado durante a fermentação alcoólica, também é considerado responsável pela dor de cabeça. Com o envelhecimento do vinho esses compostos podem ser neutralizados, por isso deve-se evitar consumir vinho novo de certas uvas que requerem envelhecimento, tal como os vinhos tintos e os da uva Chardonnay. Quanto mais envelhecidos, são melhores.

Para prevenir a ressaca, além da moderação no consumo deve-se evitar tomar o vinho com o estômago vazio, dando preferência aos alimentos ricos em gordura e proteína para acompanhamento. Mal estar e náuseas também podem ocorrer quando se mistura vinho com outras bebidas ou quando se toma vinho doce como acompanhamento de comida salgada. Ressaca e dor de cabeça se cura com analgésico, porém copos de água ou uma boa sopa que possa repor o sal e o potássio perdidos na desidratação ou um café expresso são soluções populares. Porém soluções caseiras nunca substituem a opinião de um médico.

Uma das boas regras para se degustar o vinho é tomá-lo alternadamente com a água. Onde houver uma garrafa de vinho, deve haver uma jarra de água fria ou gelada. A principal razão é que o vinho pode ser refrescante mas não hidrata. Outra função da água é limpar as papilas degustativas removendo o sabor do alimento. Vinho só dá dor de cabeça quando não se sabe escolhê-lo e tomá-lo.


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