terça-feira, 24 de agosto de 2010

Gafe




A gafe é sempre sem querer: falamos o que não devíamos, falamos o que não queríamos ou simplesmente falamos demais. Pior quando não poderíamos ter feito algo. Gafe! A sensação é de desastre total. Queremos fugir, morrer de vergonha. Sempre quando acontece faz-se aquele silêncio acusador, embaraçoso, perplexo... E tudo piora mais ainda quando, em desespero, tentamos consertar uma gafe.

A gafe é impiedosa e pode atrapalhar muito a nossa vida, causando vários transtornos. Porém cometer uma gafe não é o fim do mundo e, é claro, dá para sobreviver. Com humor e muita presença de espírito é até possível contornar uma gafe quase fatal. É a partir de uma gafe que aprendemos a evitar outras gafes, conhecendo suas armadilhas e as situações em que elas acontecem com maior freqüência.

E de onde surgiu a gafe? Na marinha francesa, Gaffe era uma vara com gancho na ponta para puxar os botes de desembarque. Na década de 20 criou-se uma miniatura de gaffe, que era usada durante as refeições e eventos quando um marinheiro sofresse um embaraçoso erro de etiqueta. Hoje toda situação fora do contexto é considerada uma gafe:
  • esquecer o nome de uma pessoa,
  • esquecer datas importantes,
  • confundir nomes ou eventos,
  • desculpar-se com assiduidade ou o clichê "Desculpe qualquer coisa",
  • fazer muitas perguntas indiscretas sobre a vida pessoal de outros
  • perguntar a idade,
  • querer saber o preço das coisas que as pessoas compram
  • perguntar se as pessoas ainda se lembram de você
  • recomendar dietas sem que tenha sido pedido
  • recomendar tratamentos
  • perguntar quem é um acompanhante 
  • querer saber detalhes da vida dos outros, da saúde, de relacionamentos
  • querer saber se alguém foi convidado para uma festa
  • e outras milhares de situações constrangedoras.
Traduzir os códigos de etiqueta e comportamento para a vida real não é tarefa fácil. Milhares de situações podem ser consideradas como gafes. Desviar-se delas e do embaraço mortal que se segue é inevitável, pois ninguém está livre de cometer alguma gafe.

Se a lingua acabou sendo mais rápida que o raciocínio e você acabou falando uma tremenda besteira, não adianta entrar em parafuso e ficar se culpando, tentando se esconder. Todos nós falamos e cometemos gafes, isto faz parte da natureza humana. Somente pessoas muito prepotentes não conseguem desculpar os próprios erros.

Tem muita gente que acha que é o fim do mundo, só por que não parece perfeitinho diante do mundo. A pessoa fica se controlando o tempo todo, pensa centenas de vezes antes de abrir a boca e quando resolve falar algo descobre que o assunto já mudou há muito tempo. Como diz o ditado: Errar é humano, mas divertir com os próprios erros é divino!

 

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